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Como fazer um empréstimo?

Descubra a melhor hora de solicitar um para seu negócio

20.10.20 - 09H45 Por camillalima
Com a pandemia, os empréstimos tornaram-se menos burocráticos e mais atrativos para micro e pequenos empresários

A pandemia do novo coronavírus impactou milhares de empresas pelo país, mas foram principalmente  os pequenos negócios os primeiros a sentirem o baque da crise que se instalou com a chegada do vírus ao Brasil. Segundo informações do Banco Central, em março, o número de empréstimos bancários a empresas já havia aumentado 60% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os dias 2 e 7 de março, o volume de crédito fornecido a pessoas jurídicas passou de R$119,8 bilhões, em 2019, para R$189,7 bilhões em 2020, uma variação de 58,4%. Ainda de acordo com o BC, 85% da quantia cedida aos bancos pelo Tesouro Nacional foram retiradas.

Em abril, na tentativa de dar auxílio aos empresários mais atingidos, o Governo Federal sancionou a lei que estabeleu o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Conforme sancionada pelo presidente, a lei estabelece aporte de R$15,9 bilhões pelo governo federal para promover o crédito para o segmento. Mas esta não foi a única das soluções apresentadas, para conter o avanço da crise foram lançadas diversas linhas de crédito diferenciadas com relação a taxa de juros em inúmeras instituições de financiamento. Mas um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, feito por Rodolpho Tobler, mostrou que 64% das empresas que foram no mercado atrás de crédito e não conseguiram são pequenas. Segundo o estudo, as maiores dificuldades do pequeno empresário estão na burocracia e nas exigências bancárias. Mas qual o melhor momento para se valer desse crédito? Quando optar pelo empréstimo é a melhor opção? A dúvida surge não só em meio à crise, mas  também na cabeça de quem quer começar um novo negócio. 

Para a economista Flávia Chagas, o momento certo é  relativo e depende muito da situação para a qual o empreendedor precisa do dinheiro: “é para capital de giro? é para cobrir pequenos custos?”. Flávia explica que são muitas as situações em que um empréstimo pode ser interessante, mas  que antes de solicitá-lo é imprescindível estar organizado financeiramente:

“Ele não pode misturar finanças pessoais com finanças da empresa, por exemplo. Se está no vermelho, precisa ter consciência disso, ele tem esses números organizados? Não adianta receber esse dinheiro e aplicar de forma aleatória, por que se ele tiver uma dívida vai aumentar ainda mais e se não tiver vai criar um problema”.

Para a economista, seja para capital de giro, impulsionar o crescimento da empresa ou cobrir pequenos custos, o empréstimo é sim uma boa alternativa. Pesquisar é a palavra-chave para encontrar fechar o melhor negócio, primeiro nas instituições que já se tem algum relacionamento,  depois ampliar para as demais. As Fintechs, segundo Flávia, tem se mostrado boas opções por serem menos burocráticas que os bancos tradicionais. 

Para o analista do Sebrae, Silvio Moreira, é preciso cautela na hora de pensar em tomar um empréstimo:

“a gente costuma dizer que o crédito é como remédio, tem que tomar na dose certa da necessidade, se você toma uma dose menor que a necessária não vai conseguir curar a doença, se tomar uma dose maior, pode virar veneno”.

O primeiro passo para a obtenção do empréstimo é fazer um plano de fluxo de caixa: “A pessoa precisa ter em mente que ela vai assumir uma dívida e precisa saber se aquela dívida se encaixa na capacidade de pagamento dela juntamente com as outras despesas que ela tem (…), durante um período ‘X’ aquela prestação vai se incorporar aos custos da empresa, então ela precisa de fato compreender até que ponto ela consegue, ou não, pagar aquela dívida”. 

Para a tomada de decisão pelo crédito, o empreendedor precisa analisar diversos fatores como qual o motante que a empresa consegue levantar junto as instituições ou linhas de crédito, qual a taxa de juros mensal e anual praticada por elas, avaliar  o prazo oferecido para o pagamento da dívida (existe carência?) e ainda quais as garantias exigidas pelos bancos. Para não entrar nas estatísticas das empresas que têm seu crédito negado, é preciso checar todos esses fatores condicionantes antes de tomar a decisão pelo financiamento. 

Para quem está iniciando um empreendimento, a recomendação do Sebrae é buscar o crédito para investimento ao invés do crédito de capital de giro, que tem juros mais altos e prazo de pagamento menor. Silvio lembra ainda que o Sebrae está a disposição para orientar o empreendedor antes, durante e depois da concessão do crédito.

“Uma vez feito o contrato com a instituição financeira, ele (o empreendedor) precisa melhorar seu produto, melhorar seus processos, ampliar suas vendas. O crédito é pra alavancar seu negócio, mas ele precisa estar com todas essas questões respondidas e afiadas pra não contrair uma dívida que ele vá ter dificuldade em pagar no futuro”.

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