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Cresce pauta sobre home office nas negociações trabalhistas 

Levantamento é da Fipe, com base em dados do Ministério da Economia

23.10.20 - 10H27 Por camillalima
O tempo de deslocamento casa-trabalho é um elemento fundamental para a avaliação positiva do home office

Que o home office já virou tendência no Brasil, disso ninguém mais tem dúvida. Segundo uma pesquisa realizada em julho deste ano, 70% dos trabalhadores afirmaram que gostariam de continuar trabalhando  em regime à distância depois da pandemia. Mesmo em um contexto de crise sem precedentes, os profissionais pesquisados reportaram altos níveis de satisfação com seu trabalho em casa e uma percepção de que seu desempenho foi impactado positivamente com a modalidade do teletrabalho. 

Os dados são da pesquisa ‘Satisfação e desempenho na migração para o home office’, da Faculdade de Economia e Administração da Universade de São Paulo (FEA-USP), em pareceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA). Ainda de acordo com o levantamento, 55% destes trabalhadores não trabalhavam em home office antes da pandemia e 64% dos respondentes relataram estar satisfeitos com a modalidade.  

No mais recente levantemento relativo ao trabalho remoto, divulgado pela Fundação Instituto  de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que a presença de uma pauta referente a home office nas negociações trabalhistas de 2020 teve elevação de mais de seis vezes em comparação ao ano passado. 

Segundo a pesquisa, o trabalho remoto já está presente em 15,9% das negociações coletivas em 2020. Esse número era de 2,4% no ano passado, o que representa um aumento de 6,6 vezes da presença da pauta nas negociações trabalhistas no comparativo de 2020 e 2019, até o mês de setembro. Segundo a Fipe, o crescimento do home office nos acordos ocorreu após o início da pandemia de covid-19.

Negociações salariais

De acordo com o levantamento, no acumulado do ano até setembro, os trabalhadores conseguiram aumento real, ou seja, elevação do salário acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em 45,9% das negociações coletivas. Em 29,6% delas, o reajuste foi igual ao INPC; e em 24,5%, abaixo do índice. Em setembro, o piso salarial obtido pelos trabalhadores nas negociações coletivas foi de R$ 1.300, 24,4% superior ao salário-mínimo nacional, de R$ 1.045.

Com informações da Agência Brasil

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