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Pandemia faz Brasil bater recorde de novos empreendedores

Foi 1.15 milhão de novas formalizações entre o fim de fevereiro até o fim de setembro. Mas afinal, este é um bom momento para pensar em abrir o próprio negócio?

07.10.20 - 12H57 Por camillalima
Quem deve determinar a oportunidade de empreender um negócio é a necessidade do público que se deseja atender

A necessidade diante do novo cenário fez milhões de brasileiros apostarem no próprio negócio, levando o Brasil a registrar o maior número de empreendedores de sua história. Nos nove primeiros meses deste ano, o número de microempreendedores (MEI’s) no país cresceu 14,8%, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 10,9 milhões de registros. De acordo com dados do Portal do Empreendedor, do Governo Federal, foram 1.15 milhões de novas formalizações entre o fim de fevereiro, pouco antes do início da pandemia, até o fim de setembro. Somados às mais de 7,5 milhões  de micro e pequenas empresas, esse setor representa 99% dos negócios privados e 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), do país. 

Impulsionados pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, os brasileiros estão buscando na atividade empreendedora uma alternativa de renda. Com isso, uma estimativa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que aproximadamente 25% da população adulta estarão envolvidos, até o fim do ano, na abertura de um novo negócio ou com uma empresa com até 3,5 anos de atividade. No Ceará, este cenário também apresentou mudanças significativas: de abril a setembro, 24 mil trabalhadores se tornaram microempreendedores individuais, segundo dados do Portal do Empreendedor. Mas a pergunta é: estamos numa boa hora para investir no segmento? Para Alci Porto, o momento é de cautela. O Diretor técnico do Sebrae explica que “Quem define o momento é a oportunidade de mercado. O que esta havendo com predominância são iniciativas por necessidade de renda, nem sempre baseadas em necessidades do mercado, o que leva a um maior risco do empreendedor. O momento se torna bom para empreender para quem faz uma análise prévia destas condições e se prepara para atender as novas exigências destes clientes chamados digitais”.

Alci explica que cautela não significa desistir e adianta que quem deve determinar a oportunidade de empreender um negócio é a necessidade do público que se deseja atender e já sai na frente com algumas dicas: “Dado que o futuro empreendedor tenha esta definição, a elaboração de um bom Plano do Negócio, com o devido detalhamento das informações que confirmem a viabilidade econômico/financeira do negócio, são essenciais a redução dos riscos e consequente sucesso da iniciativa empreendedora”. O Sebrae, inclusive, prepara o empreendedor em todas as etapas necessárias ao sucesso do novo negócio. 

Nazareno Albuquerque, coordenador do Empreender e expert no assunto, acredita que seja um bom e um mau momento, vai depender do segmento: “você acha que é bom momento para abrir um bar? um restaurante? Tendo em vista aí as restrições impostas pela pandemia?”, pondera. Para o momento, ele acredita que áreas como confecção e  tecnologia são boas pedidas, esta última aliás é uma boa pedida em qualquer momento, tendo em vista que 50% da demanda do Sine IDT por mão de obra é por especialistas em computação: “É um excelente momento para empreender nessa área, inteligência 4.0 não volta mais, daqui é só indo pra frente”, afirma.  Segundo ele,  o momento é propício por que as linhas de crédito estão abertas e, com os juros baixos, “os caminhos de crédito, por enquanto, estão bons”, revela.

(Com informações da Agência Brasil)

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